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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Dia dos Namorados


Hoje é um dia para celebrar o amor!

Fonte: Pinterest


Temos de agradecer àqueles que sempre estão ao nosso lado e nos apoiam nessa tarefa cotidiana de viver sem glúten, colorindo nossas vidas com momentos de cumplicidade, carinho, dedicação e muita criatividade!!!




domingo, 17 de maio de 2015

Dia Internacional da Doença Celíaca


Um dia para comemorar nossas conquistas e agradecermos a todos aqueles que estão sempre ao nosso lado apoiando e trazendo sugestões e incentivos.

Obrigada às nossas famílias, aos profissionais de saude e àqueles que incessantemente procuram desenvolver as melhores receitas para construirem um dia a dia mais feliz para os celíacos.

domingo, 14 de setembro de 2014

Farinha Sem Glúten: Mistura 2

glutenfreegourmetsp.blogspot.com.br

Esta é mais uma das misturas de farinhas que utilizo na preparação das receitas isentas de glúten.
É um mix bem versátil, que normalmente uso na elaboração de receitas tanto doces como salgadas.

Misture tudo num pote grande bem hermético e boa criatividade em suas receitas!!!

400 gramas de farinha de arroz ou creme de arroz (duas caixinhas)
200 gramas de fécula de batata ( uma caixinha)
100 gramas de polvinho doce
500 gramas de amido de milho (uma caixa grande)
20 gramas de mix de gomas (goma guar e goma xantana)



sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Farinhas sem Glúten: conheça quais são e prepare suas receitas

Hoje vou apresentar as diferentes farinhas que podemos utilizar nas preparação de receitas sem glúten. Prepare-se para uma longa leitura! Temos farinhas incríveis como opção para substituir o trigo, a aveia e o centeio em nossas receitas.


Farinhas sem glúten  in glutenfreegourmetsp.blogspot.com.br

As farinhas isentas de glúten são muitas e vêm de grãos, leguminosoas, oleaginosas e frutos, sendo a alternativa segura para a elaboração de receitas para as pessoas que têm restrição ao consumo da proteína do glúten, por intolerância, alergia ou opção de vida.

Por serem tão diversas, podemos buscar entre elas as que mais se adaptam àquilo que buscamos na receita. Na maior parte das vezes, as receitas sem glúten utilizam mais de um tipo de farinha para que seja alcançado um bom resultado. Por esse motivo, muitas das receitas da dieta celíaca têm como base uma mistura ou mix de algumas farinhas (veja aqui).

FARINHA DE ARROZ:
Esta é a farinha que mais se assemelha à farinha de trigo.  Normalmente pode ser empregada na mesma quantidade que a farinha de trigo no preparo das receitas, no entanto confere uma textura mais seca e arenosa à preparação. 
De fácil digestão e absorção no organismo, é indicada na alimentação da criança e idosos.
Pode ser encontrada como: farinha de arroz branca, farinha de arroz integral, creme de arroz e farinha de arroz moti ou glutinoso (apesar do nome não contém gluten, OK?)
É uma farinha bastante refinada e tem alto índice glicêmico, por isso dê preferência em usar a farinha de arroz integral, já que esta última apresenta muito mais nutrientes e sais mineirais. 
(Eu misturo em partes iguais ou ao menos um terço a farinha de arroz integral à farinha de arroz branca).
A farinha de arroz é indicada no preparo de bolos, pães, biscoitos, pizzas, massas, tortas doces e salgadas, panquecas e salgados em geral.
Farinhas sem gluten in glutenfreegourmetsp.blogspot.com.br 


FARINHAS DE MILHO: 
Base da alimentação de muitos povos, o milho pode ser preparado para produzir diferentes tipos de farinhas, cada uma com características específicas.
O AMIDO DE MILHO é uma farinha muito fina e de sabor neutro. Após o cozimento, produz um creme leve de consistência gelatinosa, sendo especialmente indicado no preparo de cremes doces ou salgados, molhos, mingaus e pudins.
Na preparação das farinhas, o milho pode ser torrado e então triturado em diversas granulometrias.  A farinha mais fina deste processo é o FUBÁ. Feita do milho amarelo, o fubá é bem conhecido na culinária brasileira, no preparo de bolos, cuscuz e broas. Esta é uma farinha muito rica em nutrientes.
A FARINHA DE MILHO BRANCA também é produzida dessa forma, tem sabor mais suave e é conhecida como acaçá.
A POLENTA é outra farinha derivada do milho, com uma granulometria maior. Além de ser usada no preparo da polenta, pode ser utilizada também no preparo de bolos e tortas,
A farinha de milho grossa pode ser a base de farofas e recheio para assados.

FARINHAS DE MANDIOCA:
Em nosso país, a mandioca é o alimento básico de muitas comunidades. Assim como o milho, há diferentes tipos de farinha oriundas desta raiz.
A FARINHA DE MANDIOCA GROSSA vem processada crua ou torrada. Excelente para fazer farofas, ela pode ser adicionada às misturas de bolos e pães. 
POLVILHO DOCE ou FÉCULA DE MANDIOCA são o mesmo produto. Esta farinha fina pode ser usada da mesma forma que o amido de milho para engrossar cremes e mingaus e é uma importante opção para a substituição da farinha de trigo nas receitas de pães e bolos, por ter um sabor neutro e suave.
O POLVILHO AZEDO, por sua vez, deriva da fécula de mandioca, mas é modificado pelo processo de oxidação. Tem a propriedade da elasticidade e se expande sem que seja necessário o fermento. É o ingrediente fundamental no preparo do pão de queijo e do biscoito de polvilho.
A FARINHA DE TAPIOCA resulta da transformação da goma derivada da fécula de mandioca. Apresenta-se sob a forma granulada ou como pequenas esferas (sagu de tapioca). Com a tapioca granulada podemos preparar cuscuz doce, bolos, pudim e pães (receita aqui).

FÉCULA DE BATATA: 
ótima nas receitas de pães e bolos, por ser bastante leve e fina. É facilmente encontrada e pode ser usada para engrossar molhos ou sopas. Há no mercado algumas marcas de FARINHA DE BATATA e de PURÊ DE BATATA, de consistência um pouco mais grossa, estas podem ser usadas para fazer salgados como bolinhos de bacalhau e mesmo bolos doces.

A FARINHA DE ARARUTA vem de uma raiz muito parecida com a mandioca. Serve para preparar bolos, biscoitos, nhoques e mingaus. Por ser de fácil digestão também é indicada para crianças e idosos.

A FARINHA DE AMÊNDOA é excelente na preparação de doces e de receitas de patisseria fina. Na preparação de bolos, tortas e pães confere maciez e umidade ao produto final. Tem inúmeros benefícios nutricionais, sendo uma boa fonte de proteína vegetal e de óleos saudáveis para o organismo. 


Assim como a farinha de amêndoas, podemos incluir as farinhas de outras oleaginosas como NOZES, PISTACHE, AVELÃ, CASTANHA DO PARÁ, CASTANHA DE CAJÚ, AMENDOIM em nossas receitas, fazendo algumas substituições e experiências. As farinhas de amêndoa e  castanha do pará têm o sabor mais neutro. Em bolos doces é sempre uma boa maneira de experimentar novos sabores, aproveitando para dar um toque diferente às preparações. Veja sempre o que tem disponível e faça suas variações!

A FARINHA DE COCO ou o COCO RALADO são uma ótima opção no preparo de receitas doces como bolos, tortas, biscoitos e mesmo no preparo de pães. Esta farinha é uma das minhas prediletas em função de sua praticidade, custo baixo, sabor neutro. Você pode processar o coco ralado np liquidificador quando desejar uma farinha mais fina ou quando não tiver a farinha de coco disponível.

A FARINHA DE LINHAÇA é uma farinha funcional de grande valor nutritivo. Ela fornece a complementação dos ácidos ômega 3 e 6 (responsáveis no combate ao envelhecimento), fortalecendo as defesas imunológicas. Suas fibras facilitam o trânsito intestinal e auxiliam no combate ao colesterol. Seu gosto lembra nozes ou amêndoas e seu uso confere certa elasticidade à massa. 

CHIA, PSÍLIO, AMARANTO estes ingredientes funcionaispodem ser utilizados em pequenas quantidades em massas e pães para complementar nutrientes e sabor. Estes grãos ou suas farinhas conferem elasticidade e estrutura e crocância às preparações. Normalmente podemos compor as receitas utilizando estes grãos crus, cozidos, em flocos ou mesmo sob a forma de farinha. 

Outras farinhas que podem ajudar na substituição do trigo nas receitas são as farinhas de leguminosas como a FARINHA DE GRÃO DE BICO, excelente para o preparo de pães, as FARINHAS DE FEIJÂO BRANCO,  FARINHA DE SOJA, FARINHA DE FEIJÃO FRADINHO (ou farinha de acarajé) e a FARINHA DE LENTILHA. Lembre sempre que pode variar os sbores e texturas de seus pães.

A FARINHA DE TRIGO SARRACENO é uma das minhas favoritas quando vou preparar pães, crepes e panquecas. Também chamado de trigo mourisco, este grão, que apesar do nome não vem da família do trigo, tem sabor bastante peculiar e carrega em sua composição muitos nutrientes.
Seu uso nas preparações resulta numa massa mais escura e incorpada, sendo indicado que seja misturado á outras farinhas.

A FARINHA DE BANANA VERDE tem grande valor nutricional. Ela é utilizada no preparo de pães e bolos, ajudando a dar liga e elasticidade às massas. Um alimento funcional, auxilia no aumento da absorção de nutrientes. Seu sabor é forte, mas é excelente quando adicionada às receitas de bolo de chocolate, brownies, biscoitos.

A FARINHA DE MAÇÃ é uma farinha bem diferente para incrementar receitas de bolos doces e mesmo biscoitos. De sabor leve e sutil, confere à massa uma boa textura e elasticidade. 

A QUINOA e FARINHA DE QUINOA e a QUINOA EM FLOCOS são uma substituição incrível para as receitas preparadas com a aveia, já que a quinoa contribui para oferecer crocância às massas de pães, tortas, bolos e biscoitos.

Algumas receitas, especialmente nas americanas, sugerem usar as farinhas de PAINÇO (millet) e SORGO. Estas são bastante difíceis de encontrar (eu pessoalmente só encontrei fora do Brasil). O painço em grãos é mais facilmente encontrado em lojas especializadas.

Como você pode ver, são inúmeras as farinhas que podem fazer parte das receitas isentas de glúten. Elas trazem novas texturas e sabores às nossas receitas favoritas. Além disso, em função de sua variedade nos proporcionam um melhor aporte de nutrientes.

Importante aprender com a experiência e descobrir que não existe um mix perfeito e que será necessário adaptar à cada receita ou a cada tipo de receita (como pães ou bolos) um mix específico de farinhas isentas de glúten (veja aqui um mix de farinha).
Por isso, muita paciência, criatividade e bom humor são necessários... (quem não errou uma receita de pão?)

Como são muitas as farinhas, há sempre a alternativa de experimentar uma farinha diferente em novas preparações. Isso também nos ajuda a substituir uma farinha pela outra, quando alguma delas não é encontrada. 
Assim, em sua cozinha, cada receita poderá ser nova e exclusiva....

Uma dica que dou é: ao fazer uma mudança ou alteração de qualquer receita, não deixe de anotar. Desse modo, fica fácil repetir a receita na próxima vez, ou fazer as adaptações necessárias para aprimorá-la.

Seja criativo e aproveite a diversidade e diferentes sabores das farinhas sem glúten!

domingo, 27 de julho de 2014

Café da manhã sem Glúten: O que comer? Dicas e sugestões para variar a rotina

A postagem de hoje responde uma pergunta muito frequente para aqueles que devem  ou querem seguir uma alimentação isenta de glúten.


O que comer no café da manhã?

Não é fácil planejar um cardápio para esta importante refeição do dia onde habitualmente estamos cercados de preparações feitas com farinha, como pães, bolachas, bolos, biscoitos, panquecas e por aí vai....

É preciso repensar o hábito daquilo que comemos pela manhã, introduzindo novas receitas, novos alimentos e muita criatividade, pois nem sempre temos à mesa bons produtos sem glúten em qualquer parte do país e com preços acessíveis.

Faço, então, algumas sugestões para tornar mais fácil organizar a rotina matinal.

O que preparar para beber pela manhã?
- Café (observe as marcas com a etiqueta NAO CONTEM GLÚTEN)
- Leite, leite de soja, leite de arroz, leite de amêndoas, para os intolerantes à lactose
- Chás quentes ou frios
- Sucos de frutas
- Vitaminas de frutas ou de frutas com leite ou iogurte

O que comer?
- Pães preparados com farinhas isentas de gluten (veja aqui uma receita)
- Pão de queijo
- Broa de milho
- Pãozinho de Tapioca (receita aqui)
- Panquecas (receita aqui)
- Bolachas e torradas produzidas sem glúten

- Bolos (no blog você encontra receitas de bolo de cenoura e de chocolate, por exemplo)
- Muffins (também tem receitas no blog)
- Bolo tipo Cuca de frutas ( receita aqui)
- Brownies ( receitas de brownie de capucino, de chocolate e de nutella no blog)
- Biscoitos preparados com farinhas isentas de glúten
- Pães doces preparados com farinhas isentas de glúten

- Mingau de Milho, Cremogema, Fubá
- Cuscuz de Milho e de Tapioca

- Tapioca ( recheada com coco, queijo, frutas, geléia)

-Iogurte: Natural, Grego, de Frutas  (Observe o rótulo sempre ao comprar)
-Coalhada

- Granolas especiais fabricadas com ingredientes isentos de glúten

- Geléias de Frutas
- Nutella, creme de amendoim, doce de leite
- Queijos, requeijão ( observe sempre o rótulo da embalagem)
- Frios como presunto, salames, peito de peru (observe sempre os rótulos da embalagem)

- Ovos ( Estes são os meus favoritos! Uma excelente proteína, fácil e rápida de preparar em incontáveis versões. Veja aqui uma deliciosa sugestão. ) Prefira sempre os ovos caipira ou orgânicos.
Sugestões?  Ovo mexido, omeletes, ovo frito, ovo pochê, ovo quente.

- Frutas ( banana, maça, uvas, morango, mamão, melão, pera, laranja e o que a safra oferecer)

- Para aqueles que gostam: salsichas, bacon (vejam os rótulos)

- Castanhas e frutas secas, que podem ser acrescentadas à preparação dos pães e bolos, ou mesmo adicionadas ao iogurte ou às vitaminas)

Algumas adaptações devem ser feitas aos intolerantes à lactose, aos veganos e aos alérgicos.

Com muito empenho e criatividade é fácil elaborar deliciosos cafés da manhã.
O importante é variar sempre suas escolhas para assegurar que receba nutrientes de todas as fontes alimentares.

Procure comer o que gosta para começar sempre bem todos os seus dias!!!
Abraço







domingo, 15 de junho de 2014

Por que a dieta sem glúten não é uma questão de moda?

É sempre importante ressaltar que a adoção e a necessidade do indivíduo seguir uma dieta livre de glúten não é uma tendência contemporânea ou, como muitos dizem, uma questão de modismo.

Conheça os dados e as orientações da Associação Rio Sem Glúten.




sábado, 24 de maio de 2014

Pães sem Glúten: 20 dicas para realizar ótimos pães sem glúten


No site do Rio Sem Glúten, você encontra estas preciosas dicas do Chef Ricardo Gonzalez, orientando-nos como fazer o pão sem glúten em casa.
As dicas são ótimas e conferem um excelente resultado ao pão.

Veja aqui:http://www.riosemgluten.com/20_dicas_pao_sem_gluten_chef_ricardo.pdf

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Goma Guar, Goma Xantana e CMC na culinária sem glúten

Fazer pães, massas e bolos sem farinha de trigo é uma aventura que todo o celíaco começa a viver assim que inicia sua busca por receitas mais saborosas e que se adaptem à sua realidade.

É o glúten presente na farinha de trigo que dá estrutura e elasticidade aos pães, massas e bolos. O glúten é uma proteína vegetal, encontrada no trigo, cevada, centeio e na aveia, ingredientes fundamentais para a confecção dos produtos de patisseria e confeitaria.
Um dos problemas na realização de pães, bolos e massas é que ao utilizarmos farinhas isentas de glúten temos resultados muito diferentes de quando usamos a farinha de trigo. A textura das preparações com farinhas sem glúten é bem diferente, mais seca e arenosa, sendo bastante difícil manter os componentes da massa unidos. 

Outra dificuldade é que é quase impossível obtermos um bom resultado em nossa receita usando um só tipo de farinha. Por esse motivo, a culinária gluten free usa farinhas preparadas ou mix de farinhas. Para fazer sua farinha preparada, clique aqui.

Buscando encontrar a mesma textura, estrutura e elasticidade nas massas sem glúten, podemos empregar a GOMA GUAR, a GOMA XANTANA e o CMC.  A maior parte das receitas sem glúten incluem estes ingredientes.

E o que são estes ingredientes?

A GOMA GUAR é uma fibra alimentar solúvel, retirada da semente de uma planta de origem paquistanesa e indiana, bastante utilizada na alimentação humana e do gado desde a antiguidade. Na industria alimentícia, a goma guar é usada como espessante ou como fibra alimentar em dietas de emagrecimento.
Quando misturada à água ou óleo, a GOMA GUAR, que é um pó, se converte num gel denso e viscoso que funcionará como emulsificante, espessante, geleificante e estabilizante da estrutura do alimento.
A GOMA GUAR pode ser utilizada em preparações frias como mousses, cremes e recheios, e também quentes, no preparo de pães, macarrão fresco ou seco, bolos e biscoitos.

A GOMA XANTANA  também é um poderoso recurso na elaboração de receitas de pães, bolos, massas e biscoitos sem glúten. A goma xantana é um pó, resultante da fermantação de uma bactéria. Assim como a goma guar, a goma xantana também é um emulsionante, estabilizante das misturas, espessante para molhos, temperos de saladas, sorvetes, produtos lácteos, sucos de frutas, por exemplo.
Por sua capacidade de manter a mistura de farinhas em suspensão, a GOMA XANTANA colabora para facilitar a manutenção dos gases decorrente da fermentação dos pães e bolos, permitindo que os pães e bolos fiquem fofos, mais estruturados e elásticos.

O C.M.C. também é um pó, muito utilizado no preparo de bolos. Seu nome é a abreviatura de carboximetilcelulose.  Seu sabor é neutro e funciona também como espessante das misturas cremosas como cremes, sorvetes e coberturas.  

Estes ingredientes são facilmente encontrados em lojas especializadas em produtos de patisserie e doces e também em lojas especializadas em produtos para pessoas com restrição alimentar.

Como podemos utilizar estes ingredientes?

Uso preferencialmente a goma guar no preparo de alimentos frios (sorvetes, mousses, molhos de salada), com o objetivo de encorpar a mistura e manter sua estrutura.
A goma xantana é melhor empregada na elaboração de bolos, tortas e pães, assim como o CMC.
Não é recomenndado usar a goma guar em receitas muito ácidas e cítricas, pois pode perder suas qualidades.

Você pode misturar as gomas às farinhas antes de começar a preparação da receita. (eu mantenho uma mistura de farinhas onde já acrescento a goma xantana).  Você também pode misturar as gomas ao óleo antes de adicioná-los aos demias ingredientes para a dissolução adequada.

Você pode observar que não existem proporções fixas nas misturas destes ingredientes nas receitas.
Normalmente a proporção mais comum é a de 1/2 a 2/3 de colher de chá para cada xícara de farinha empregada.
Em molhos de salada a proporção é de meia colher de chá para cada 200 ml de líquido.

Um abraço!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

10 Orientações para uma vida livre de glúten

Hoje vou escrever sobre como podemos viver melhor com uma dieta livre de glúten.


A cada dia me surpreendo com o grande número de pessoas que passam a saber de sua intolerância e alergia ao glúten. Esse número tem crescido devido a maior eficácia dos recursos de diagnóstico e também pelo aumento das informações na mídia e no meio acadêmico sobre o assunto.

Tomar conhecimento do diagnóstico de intolerãncia ao glúten traz uma revolução em nossaa vida pessoal e mesmo familiar. 
Muitas são as mudanças e decisões que devem ser adotadas num novo estilo de vida. Quais são as minhas dicas para viver melhor uma vida livre de glúten?

1- Conheça, pesquise, oriente-se, entenda e compartilhe informações sobre a doença celíaca.
São muitas informações para assimilar quando você acaba de receber o diagnóstico, além disso novas informações chegam aos meios de comunicação a cada dia.
Procure grupos de apoio  e associações como a ACELBRA,  grupos de apoio nas redes sociais, conheça blogs e sites do assunto e troque suas experiências.
Você não está sozinho.

2- Repense sua atitude e percepção em relação à doença celíaca.
Compreenda que é o glúten que o torna doente.
Ser celíaco é uma condição de vida.
Se você está bem clinicamente, segue sua dieta e tem boa saúde, você não está doente.
Fique atento aos possíveis sintomas que pode ter e siga rigorosamente sua dieta, esta é a coisa mais importante para garantir sua saúde.
Faça tudo para ter uma vida saúdável, sem contaminações, evitando comer tudo aquilo que pode lhe fazer mal e lhe trazer doenças.

3. Oriente seus familiares e amigos.
Surpreendentemente, há um grande desconhecimento sobre o assunto. 
Precisamos orientar nossos familiares, amigos, colegas de trabalho, pessoas que convivemos e até mesmo os profissionais mais diversos que nos atendem.
Tenha paciência em explicar e repetir muitas vezes a mesma coisa. Não desanime.
Ilustração do artista americano Norman Rockwel

4- Mude sua atitude com a cozinha.
Procure novas receitas, invente, experimente novos ingredientes.
Faça nascer o mestre-cuca, o cozinheiro e o padeiro que vivem em você. 
Não tenha medo de errar! ( eu já fiz muitas receitas que tive de jogar fora!).
Faça o possível para ter uma cozinha livre de contaminação.
Conheça o que é contaminação cruzada.

5- Foque seu cardápio e escolhas alimentares naquilo que pode comer.
Sim, é muito triste não podem comer nunca mias um paozinho francês, um pão de ló, tomar um chop...
Mas há uma infinita variação de alimentos para serem explorados!
Experimente fazer suas receitas preferidas com outros tipos de grãos e farinhas isentas de glúten. 
Lembre-se da grande variedade de frutas e legumes que temos disponíveis durante todo ano em nosso país.

6. Conheça os aspectos nutricionais dos alimentos e siga uma alimentação bem variada.
Se possível, vá a uma nutricionista para buscar uma orientação alimentar.
Pessoas com doença celíaca geralmente têm carências nutricionais e precisam de uma especial atenção em sua alimentação.

7. Tenha um médico de referência para acompanhá-lo, de preferência um especialista. Faça exames periódicos. Procure investigar se há possibilidade de outros casos de celíacos em sua família (lembre-se que a doeça celíaca pode ter muitas diferentes formas de manifestação).

8- Procure fazer suas refeições sempre junto das pessoas com quem convive. 
Não deixe de se socializar. Não se isole, nem deixe de sair para encontrar as pessoas porque é difícil comer fora de casa ou organizar uma refeição sem glúten.

Ilustração do artista americano Norman Rockwel
9- Saia de casa sempre com um "kit de emergência"
Leve sempre com você, na bolsa, mochila ou no carro algum alimento para uma situação em que não encontre nada adequado ou seguro de contaminação para comer.
Barrinhas de cereal, frutas, suco, frutas secas, queijo, nozes são um bom recurso para socorrer-nos quando estamos fora de casa em uma situação de risco. 
Quando não tiver nada para comer, se isto acontecer, recorra a um suco de frutas para evitar cair em tentação e comer algo que possa lhe fazer mal.

10. Ressignifique sua vida.
Eu sei.... tudo mudou e nunca mais vamos poder desfrutar de alimentos que gostávamos. Crianças diagnosticadas pequenas têm de crescer aprendendo que não poderão comer muitos alimentos que jamais experimentarão. 
É muito chato e triste que a condição de restrição do glúten será para toda a vida ( ao menos enquanto a ciência não evolui trazendo novos tratamentos).
Mais chato ainda o fato de que muitos celiacos ainda têm outras intolerâncias ou alergias alimentares associadas.
Por isso: reveja seus valores, mude suas prioridades na vida, repense seus hábitos sociais, converse mais, vá mais ao cinema, desfrute de pequenos prazeres e concentre-se em pensar nos benefícios que uma dieta livre de glúten trará para sua vida.

Um abraço!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Como substituir a farinha de trigo nas receitas sem glúten?

Você sabia que pode substituir a farinha de trigo que compõe uma receita por uma mistura de farinhas sem glúten?

Temos muitas farinha que podem ser utilizadas em conjunto para preparar uma mistura de farinha que se assemelhe à farinha de trigo.

Uma das características principais da farinha de trigo é sua maleabilidade. Isso é devido justamente ao glúten, uma proteína vegetal presente no trigo e que confere às preparações e receitas de pães, massas e biscoitos com farinha a sua elasticidade, flexibilidade e estrutura.

Muitas são as farinhas que podem compor estas misturas.

Testei muitas diferentes misturas e confesso que tenho que escolher e optar por uma mistura ou outra em função do tipo de receita que estou preparando.

Para as receitas de panquecas, crepes, pães e bolos tenho utilizado uma farinha mista composta de amido de milho, fécula de batata, farinha de creme de arroz, polvilho doce e goma xantana.

Esta é a proporção:
amido de milho - 500 g
farinha ou creme de arroz - 250 g
fécula de batata - 200 g
polvilho doce - 100 g 
goma xantana - 20 g

Misturo tudo muito bem em um pote grande e bem hermético. 
Uso na mesma medida de farinha de trigo apontada na receita.

A tabela abaixo é uma outra sugestão para substituição. Nesta mistura você encontra a farinha de arroz, fécula de batata, o polvilho e a goma xantana.





A goma xantana é encontrada em lojas especializadas.

Você também poderá optar por realizar suas receitas com farinhas sem glúten que já são vendidas preparadas. Temos algumas nacionais, como a Amina e Beladri e atualmente temos a possibilidade de comprar a farinha italiana Schar, que oferece dois excelentes produtos, o Mix Dolce, que é uma farinha para preparações de patisserrie doce e o Mix Pan, especial para o preparo de pães, quiches e tortas salgadas.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Como foi viajar para Itália?

Quem me conhece sabe de minha paixão em meu encanto pela Itália. País que adotei de coração e que sempre me fascina pela diversidade de sua beleza natural, pela receptividade de seu povo, sua história cultural vasta e sobretudo por sua gastronomia.

Desde que soube de minha condição celíaca, há um ano e meio, eu pensava: Como farei em minha próxima visita à Itália? Como será possível comer em um país onde a pasta, o pão e a pizza estão em todas as mesas?

Com a possibilidade de realizar uma nova viagem à Itália este ano, pude me encontrar frente à este desafio. 

Quando dizia às pessoas que iria para Itália por inúmeras vezes ouvi: Nossa! vai ser difícil! O que você vai comer? 

E como foi viajar para a Itália? 
Poderia responder com sincera tranquilidade que foi bastante fácil.
Meu roteiro nesta viagem incluiu cidades do Piemonte e Vale D'Aosta.


Cidade de Barolo, Museu do Vinho

De modo geral,  foi bastante fácil obter informações sobre a realização dos pratos e seus ingredientes e a solicitação para o cuidado na realização do pedido foi sempre bem recebida.

Na Itália, como aqui no Brasil, há um grande número de celíacos. O país tem a mesma taxa de incidência por habitantes que encontramos em todo o mundo (1:100), ou seja um indivíduo em cada cem. Estima-se que sejam diagnosticados 85 mil pessoas a cada ano.

Na Itália há 1200 estabelecimentos que podem atender o celíaco com segurança, entre hotéis, pousadas, restaurantes, doceiras e sorveterias.  E o país possui catalogados 1736 produtos sem glúten catalogados sob registro nacional de alimentos (fonte www.celiachiaitalia.com).

Para quem não fala italiano, aconselho instalar o aplicativo GFCard em seu aparelho celular para garantir uma boa compreensão em caso de  dúvidas (Há tradução para todas as línguas). 

O cardápio dos restaurantes italianos geralmente apresentam algumas  opções sem glúten como antipasto ou saladas. O problema maior é primo piatto que geralmente é composto por uma massa. Em muitos restaurantes que visitei o garçon informou que havia a opção de massa sem glúten ( que por lá são muito boas!). Em outros casos, pode ser interessante pedir um risoto ou polenta no primeiro prato. 
No segundo prato normalmente temos carne, frango ou peixe, muitas vezes grelhados, e seus acompanhamentos/ contorni são vegetais. 
Como sobremesa, certifique-se de escolher um gelatto ou sorbet sem glúten ou mesmo a pannacotta.

Os italianos valorizam muito sua culinária e de forma geral têm muito orgulho daquilo que produzem. Em quase todos os restaurantes, independente de sua faixa de preço, procura-se agradar o cliente, recebendo-o bem e oferecendo o melhor. Esta mesma cultura de atendimento foi o que encontrei nesta viagem com esta nova restrição.

Posso dizer que tive muitas experiências surpreendentes e agradáveis. 

Para aqueles que não falam italiano, mas planejam viajar, aconselho também buscar conhecer um pouco do vocabulário gastronômico da região que irá visitar, ou mesmo levar um pequeno glossário, para estar familiarizado com os ingredientes na escolha de seus pratos. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O que é Contaminação Cruzada

O tema da contaminação cruzada é um problema constante no cotidiano da rotina alimentar do indivíduo celíaco e daquela pessoa que optou por uma alimentação que restringe a ingestão do glúten.


Um alimento pode não conter glúten, mas durante sua confecção pode ter recebido partículas de outros alimentos ou materiais que continham glúten em sua preparação. 


Quando ocorre uma mistura, ainda que pequena e imperceptível de um alimento com glúten com o alimento sem gluten, diz-se que este último está contaminado.


O conceito contaminação cruzada vem da gastronomia e da nutrição. Mas em qualquer cozinha, seja industrial, seja em sua residência, poderá ocorrer a contaminação do alimento.



Como ocorre a contaminação cruzada?

Muitas são as formas através das quais um alimento sem glúten pode ser contaminado.


O primero aspecto a salientar é que para o preparo de um alimento sem glúten devemos dar atenção a toda a 'cadeia' de sua elaboração.

Ou seja, deve-se observar cuidados desde a escolha do alimento na sua compra (na leitura do rótulo), no transporte, armazenagem, preparo e apresentação para serví-lo.

Enumero abaixo algumas das principais formas de contaminação cruzada na elaboração de um alimento sem glúten:


1) através de equipamentos e utensílios usados para a preparação de alimentos que apresentam glúten: liquidificador, multiprocessador, batedeiras, máquina de macarrão, torradeira, tostex, peneiras, colheres de pau, assadeiras e formas de alumínio, tábuas de corte, bancadas, por exemplo.

2) através das pessoas que manipulam os alimentos:  em suas mãos,  vestuários, e na  desatenção no momento do preparo no uso dos utensílios.

3) uso de panos de prato contaminados com migalhas e farelos de pão, farinha de trigo, por exemplo.

4) uso da mesma faca para cortar alimento com e sem glúten.

5) uso da mesma tábua ou bancada para preparar os diferentes alimentos.

6) uso da mesma colher para preparar e também para servir os alimentos.

7) uso do mesmo recipiente de preparo de um alimento sem um cuidado atencioso para a limpeza antes de usá-lo para o alimento sem glúten (formas, frigideiras, panelas, grill,etc.),

8) uso da mesma panela ou água para o macarrão com glúten para o cozimento de uma massa sem glúten ou qualquer outro alimento.

9) uso do forno simultaneamente para alimento com e sem glúten.

10) armazenar alimentos isentos de glúten próximos às farinhas que contém glúten e que podem se dispersar no ambiente onde estão guardadas.

11) preparar alimentos com farinhas (massas, tortas) ao mesmo tempo em que se está confeccionando um alimento sem glúten, pois as partículas de farinha podem atingir o alimento isento de glúten.

Estas são práticas de risco e que podem ocasionar a contaminação, ainda que invisível ou imperceptível do alimento livre de glúten.

Por que é tão importante seguir estes cuidados?


Qualquer pequena partícula, farelo ou pitada de um alimento com glúten pode ser prejudicial ao indivíduo celíaco. A reação ocorre em um processo alérgico que varia de uma pessoa para a outra, mas sempre com consequências negativas para o organismo, ainda que de maneira silenciosa.  

Mesmo uma pequena porção, ainda mesmo que não possa ser vista dentro da comida, pode ser prejudicial para a pessoa que não pode ingerir glúten.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

DOENÇA CELÍACA: O que é

A Doença Celíaca é uma intolerância permanente ao glúten.

O que é o glúten?
Glúten é uma proteína que está presente na composição do TRIGO, AVEIA, CEVADA e MALTE.

O indivíduo intolerante ao glúten não poderá NUNCA ao longo de toda sua vida ingerir alimentos que contenham trigo, aveia, cevada e malte em sua preparação.
Salvador DAli, "CESTA DE PÃO", pintura de 1945


No indivíduo celíaco, o glúten, ao ser ingerido, agride o sistema digestivo e prejudica a absorção adequada dos nutrientes.
A doença celíaca (DC) é transmitida geneticamente e  geralmente é diagnosticada na primeira infância, entre um e três anos de idade, mas pode surgir em qualquer idade, inclusive no adulto. 

Seu diagnóstico é difícil e complexo, já que a DC pode vir a se manifestar sob a forma de diversos sinais e sintomas.

Os casos clássicos apresentam distúrbios gastrointestinais e perda de peso. 

Segundo estatísticas da Mayo Clinic/ EUA (www.mayoclinic.com/health/celiac-disease) somente um terço dos indivíduos com intolerância ao glúten apresentam diarréia e perda de peso, como os casos clássicos.  A estatística aponta que 20% dos pacientes têm constipação e 10% deles são obesos.

Além dos sintomas digestivos, o quadro de doença celíaca também pode ser revelado por outros problemas, como:

-anemia
-perda da densidade óssea, osteoporose
-cefaléia, enxaqueca 
-fadiga e cansaço crônico
-dermatite herpetiforme
-dores e inchaço articular, artrite
-falta de apetite
-emagrecimento
-crescimento lento na criança
-cancer 

O diagnóstico que segue um protocolo de inúmeros exames é importantíssimo para definir e caracterizar o quadro de doença celíaca e deve ser realizado e acompanhado pelo médico.





domingo, 21 de julho de 2013

Contem Glúten

Contem glúten, não contem glúten..... 
A vida de quem é celíaco ou faz restrição de alimentos com glúten é bastante pautada nestes parâmetros. 

Desde 1992 todos os alimentos industrializados e processados devem explicitar no rótulo em letras maiúsculas se CONTEM ou NÃO CONTEM GLÚTEN. 
Esta foi uma grande conquista em nosso país e que facilita muito a pesquisa por alimentos seguros durante as compras.

Muitas empresas e indústrias garantem a separação nos processos tanto de fabricação, como de embalagem, dos alimentos sem adição de glúten. No entanto, muitas vezes, durante o processo industrial, alimentos que são genuinamente isentos de glúten acabam por ser embalados ou processados nas mesmas esteiras ou máquinas de alimentos que contém glúten. Isto torna estes alimentos potencialmente contaminados e sem possibilidade de serem ingeridos por aqueles que apresentam intolerância à ingestão do glúten.

A conscientização da indústria de alimentos é um fator essencial para garantir a segurança do indivíduo celíaco.

Sempre siga o que está notificado no rótulo das embalagens e na dúvida não consuma.
Caso tenha algum sintoma decorrente de uma possibilidade de contaminação cruzada, entre em contato com a produção da empresa, notifique seu problema e peça informações sobre o processo de fabricação e embalagem do produto.